A CIA utilizou uma tecnologia inédita para localizar um piloto abatido no Irã. O sistema, chamado “Ghost Murmur”, identifica batimentos cardíacos a longa distância e teria sido usado pela primeira vez em uma operação real, segundo o jornal New York Post.

A ferramenta combina magnetometria quântica com inteligência artificial para detectar a assinatura eletromagnética do coração humano. Dessa forma, consegue diferenciar sinais vitais do ruído ambiental, mesmo em áreas remotas.
Tecnologia detecta sinais vitais à distância
De acordo com a publicação, o sistema localizou um aviador americano que sobreviveu após seu caça F-15 ser abatido. O piloto permaneceu escondido por dois dias em uma região montanhosa, enquanto forças locais realizavam buscas intensas.
Além disso, o nome “Ghost Murmur” faz referência à capacidade de encontrar pessoas ocultas por meio do “sussurro” dos batimentos cardíacos.
As condições do ambiente favoreceram o uso da tecnologia. A baixa interferência eletromagnética e o isolamento da área permitiram identificar o sinal com maior precisão.
Operação contou com grande mobilização
A missão de resgate mobilizou centenas de militares e diversas aeronaves. Segundo o relato, forças americanas conseguiram localizar e retirar o piloto sem registrar baixas.
Além disso, autoridades indicaram que o sistema ajudou a confirmar que o aviador estava vivo, mesmo sem um sinal de localização preciso.
O diretor da CIA mencionou a operação de forma indireta, destacando a complexidade da missão. Já o então presidente Donald Trump comparou o resgate a “encontrar uma agulha no palheiro”.
Tecnologia ainda levanta questionamentos
Apesar do sucesso da operação, detalhes sobre o funcionamento completo do sistema permanecem sob sigilo. Além disso, não há confirmação oficial sobre o tempo de processamento ou possíveis usos futuros.
Segundo o jornal, a tecnologia teria sido desenvolvida pela divisão Skunk Works, da Lockheed Martin, e testada em helicópteros e aeronaves militares.

O caso levanta discussões sobre o uso de tecnologias avançadas em cenários de guerra. Por fim, especialistas apontam que ferramentas desse tipo podem transformar operações de busca e resgate, mas também ampliam debates sobre segurança e privacidade.













