O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, anunciou neste domingo (28) que não haverá greve na aviação brasileira, após um acordo ser firmado entre o Sindicato Nacional dos Aeronautas (SNA) e as empresas aéreas. A negociação, mediada pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST) e acompanhada pelo governo e pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), resultou na aprovação de uma nova Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) para o biênio 2025-2026, afastando o risco de paralisações que poderiam afetar viagens no início do ano.
Segundo o ministro, o entendimento alcançado “garante a normalidade dos voos e a segurança aos passageiros”, além de fortalecer o setor em um momento de crescimento da aviação no Brasil. A decisão aconteceu após uma votação dos aeronautas, que dessa vez aprovaram a proposta de renovação das cláusulas trabalhistas, revertendo a rejeição anterior que havia levado o sindicato a convocar uma assembleia geral extraordinária de greve para o dia 29 de dezembro.
Costa Filho destacou que a mediação do TST foi fundamental para assegurar “equilíbrio nas negociações e preservar um setor estratégico para a economia nacional, o turismo e a mobilidade dos brasileiros”. Em suas redes sociais, ele ressaltou o comprometimento de todos os envolvidos em construir “uma solução equilibrada e sustentável” para as partes, reforçando a importância do diálogo institucional e a negociação coletiva.
Impactos da negociação e cenário no setor aéreo

A decisão de evitar a greve tem impacto direto tanto para os usuários quanto para a cadeia econômica ligada ao transporte aéreo. Greves na aviação podem acarretar cancelamentos de voos, transtornos para passageiros e prejuízos significativos para companhias aéreas, aeroportos e operadores de turismo, especialmente em períodos de alta demanda como o início do ano. A perspectiva de um acordo celebrado com aprovação da categoria dá uma estabilidade momentânea ao setor, ao mesmo tempo em que demonstra que negociações coletivas com mediação institucional podem evitar crises laborais graves.
A renovação da CCT abrange temas centrais para pilotos e comissários, que incluem ajustes em pontos relevantes das reivindicações trabalhistas e garantias jurídicas que visam preservar a estabilidade das relações de trabalho em um setor que continua em recuperação pós-pandemia e busca consolidar seu crescimento.
Com a greve descartada, passageiros podem seguir seus planos de viagem com mais tranquilidade nas próximas semanas, e empresas ganham previsibilidade para operar em uma das fases mais movimentadas do calendário de aviação comercial.


