A influenciadora digital e advogada Deolane Bezerra foi presa na manhã desta quinta-feira (21) durante uma operação do Ministério Público de São Paulo e da Polícia Civil de São Paulo contra um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital.

Os agentes cumpriram o mandado de prisão na casa da influenciadora, localizada em Barueri, na Grande São Paulo. Além disso, a operação também teve como alvo familiares de Marcos Willians Herbas Camacho, apontado pelas autoridades como líder da facção criminosa.

Investigação aponta esquema milionário
Segundo o Ministério Público, o grupo utilizava uma transportadora de cargas sediada em Presidente Venceslau para movimentar recursos da facção e dificultar o rastreamento do dinheiro.
De acordo com os investigadores, duas contas ligadas ao esquema estavam em nome de Deolane Bezerra. Além disso, a Justiça determinou o bloqueio de R$ 357,5 milhões em ativos financeiros e a apreensão de 39 veículos avaliados em mais de R$ 8 milhões.
Família de Marcola entrou na mira da operação
A operação também atingiu parentes de Marcola, incluindo o irmão dele, Alejandro Camacho, e o sobrinho Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho.
Além disso, as autoridades prenderam Everton de Souza, apontado como operador financeiro da organização criminosa, e Paloma Sanches Herbas Camacho, localizada em Madri.
Marcola e Alejandro já cumprem pena na Penitenciária Federal de Brasília. Agora, eles também passaram a responder a uma nova ordem de prisão preventiva.
Operação começou após apreensão de bilhetes
As investigações começaram em 2019, após agentes penitenciários apreenderem manuscritos na Penitenciária II de Presidente Venceslau.

A partir desse material, a polícia identificou ordens internas da facção, movimentações financeiras suspeitas e referências a uma “mulher da transportadora”, que teria auxiliado integrantes do grupo criminoso.
Posteriormente, os investigadores identificaram a empresa Lopes Lemos Transportes como uma estrutura usada para lavar dinheiro do PCC.
Polícia aponta movimentações financeiras suspeitas
Segundo a investigação, o empresário Ciro Cesar Lemos atuava como operador central do esquema.
De acordo com os investigadores, ele administrava patrimônio ligado à cúpula do PCC, realizava pagamentos e movimentava recursos da organização criminosa.
Além disso, imagens de depósitos destinados a contas de Deolane Bezerra e Everton de Souza apareceram no celular apreendido com o investigado.
Atualmente, Ciro Cesar Lemos e a esposa seguem foragidos.
Justiça cita risco de fuga e destruição de provas
Ao autorizar as prisões, a Justiça de São Paulo afirmou existir forte indício de participação dos investigados em um esquema sofisticado de lavagem de dinheiro.
Segundo a decisão, o grupo mantinha operações financeiras complexas, utilizava empresas de fachada e movimentava valores milionários para esconder a origem dos recursos.
Além disso, a Justiça destacou risco de fuga, destruição de provas e ocultação de patrimônio, principalmente porque alguns investigados estavam fora do país.
Defesa ainda analisa o caso
O advogado de Deolane, Luiz Imparato, afirmou que ainda está analisando o conteúdo da investigação.
Já a defesa de Marcola, representada pelo advogado Bruno Ferullo, informou que também pretende avaliar os detalhes do processo antes de se manifestar oficialmente.












