O presidente Luiz Inácio Lula da Silva determinou, nesta quinta-feira (25), a abertura imediata de um processo administrativo para apurar e responsabilizar um servidor da Controladoria-Geral da União (CGU) que foi flagrado agredindo uma mulher e uma criança de quatro anos em Águas Claras, no Distrito Federal. A determinação presidencial ocorreu após a divulgação de vídeos da agressão nas redes sociais e foi feita por meio de uma postagem nas redes sociais, na qual Lula classificou o episódio como “inadmissível” e cobrou uma resposta firme das autoridades competentes.
Segundo o presidente, a conduta do servidor, identificada como um auditor federal chamado David Cosac Júnior, não pode ser tolerada em hipótese alguma, especialmente por se tratar de um funcionário público federal, que “deve ser exemplo de conduta dentro e fora do local de trabalho”. Lula ressaltou que a agressão contra mulheres e crianças é um problema grave e que o compromisso do seu governo com o combate ao feminicídio e a toda forma de violência doméstica é uma prioridade que deve ser tratada com rigor institucional.
Na mensagem, o presidente deixou claro que “não vamos fechar os olhos aos agressores de mulheres e crianças, estejam eles onde estiverem, ocupem as posições que ocuparem”, enfatizando que a agressão capturada em vídeo é “covarde” e exige que o Estado dê uma resposta decisiva. Essa postura reflete uma tentativa de reforçar a imagem de tolerância zero do governo federal com casos de violência doméstica e agressões de qualquer natureza, assim como o papel do serviço público como ambiente que deve preservar padrões éticos e legais.
O caso e as providências administrativas

O episódio ocorreu no início de dezembro e veio à tona apenas após a divulgação das imagens pelos meios de comunicação. Nas imagens, o servidor aparece agredindo a ex-namorada e o filho dela em um estacionamento residencial, em um momento de tensão que chamou atenção pelo uso de violência física contra uma criança pequena.
Antes da manifestação presidencial, a CGU já havia iniciado uma investigação preliminar interna, com a Corregedoria-Geral da União e a Comissão de Ética do órgão analisando os fatos para apurar eventuais violações disciplinares e éticas. Entre as primeiras medidas administrativas estão a proibição do servidor de atuar em funções de chefia e o afastamento cautelar do ambiente de trabalho enquanto as apurações seguem em andamento, com o objetivo de preservar a integridade da investigação e o ambiente institucional.
A determinação de Lula para que a expulsão do servidor seja efetivamente considerada reforça que, além do aspecto penal que pode ser apurado pelas autoridades competentes, o serviço público federal também não tolerará condutas que violem princípios de moralidade e legalidade previstos no regime jurídico dos servidores.
A determinação de Lula para que a expulsão do servidor seja efetivamente considerada reforça que, além do aspecto penal que pode ser apurado pelas autoridades competentes, o serviço público federal também não tolerará condutas que violem princípios de moralidade e legalidade previstos no regime jurídico dos servidores.













