Acre mantém vigilância reforçada contra hantavirose e segue sem casos há mais de 10 anos

O governo do Acre reforçou o monitoramento contra a hantavirose após a confirmação de casos da doença em cidades da Bolívia localizadas na fronteira com a Argentina.

Segundo a Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre), o estado não registra casos confirmados da doença desde 2013 e mantém vigilância epidemiológica permanente para prevenção e monitoramento.

Casos na Bolívia não têm ligação direta com o Acre

De acordo com a Divisão de Vigilância Ambiental da Sesacre, os casos confirmados ocorreram nas cidades bolivianas de Bermejo, Yacuiba e Padcaya.

As autoridades destacaram que essas regiões fazem fronteira com a Argentina e não possuem ligação direta com o Acre.

Ainda assim, o estado decidiu intensificar o acompanhamento após alertas internacionais sobre a circulação do hantavírus em países da América do Sul.

Estado mantém monitoramento contínuo

A médica veterinária e técnica do Núcleo de Zoonoses, Seleucia Wanderley da Nobrega Lira, afirmou que o Acre acompanha constantemente o cenário epidemiológico.

Segundo ela, o trabalho ocorre em parceria com o Ministério da Saúde.

“Não há registros de casos confirmados de hantavirose no Acre desde 2013. Ainda assim, seguimos monitorando continuamente qualquer situação suspeita e reforçando as orientações preventivas à população”, destacou.

Entenda como ocorre a transmissão

A hantavirose é uma zoonose viral aguda transmitida principalmente pelo contato indireto com secreções de roedores silvestres infectados.

Na maioria dos casos, a transmissão ocorre pela inalação de partículas presentes na urina, fezes ou saliva desses animais.

Além disso, o vírus também pode ser transmitido por contato dessas secreções com mucosas, pequenos ferimentos ou mordidas.

Sintomas podem se confundir com outras doenças

Na fase inicial, os sintomas incluem febre, dores no corpo, dor de cabeça e desconfortos gastrointestinais.

Porém, em quadros mais graves, a doença pode evoluir rapidamente para comprometimento respiratório.

Entre os sinais mais severos estão dificuldade para respirar, tosse seca e queda da pressão arterial.

Sesacre reforça orientações preventivas

A chefe da Divisão de Vigilância Ambiental da Sesacre, Eliane Alves Costa, afirmou que a prevenção e a informação correta são fundamentais para evitar alarmismo.

“Mesmo sem registros recentes no Acre, nossas equipes seguem em alerta e reforçando orientações preventivas, principalmente relacionadas ao controle de roedores e à limpeza segura de ambientes fechados”, explicou.

Medidas ajudam a reduzir riscos

A Sesacre orienta que a população mantenha terrenos limpos e evite acúmulo de lixo, entulhos e materiais que possam servir de abrigo para roedores.

Além disso, o órgão recomenda armazenar alimentos em recipientes fechados e realizar limpezas de galpões, depósitos e paióis utilizando métodos úmidos, evitando levantar poeira.

O uso de equipamentos de proteção, como luvas e calçados fechados, também é indicado em áreas com possível presença de roedores silvestres.

A secretaria reforça ainda que pessoas com sintomas compatíveis devem procurar imediatamente uma unidade de saúde, principalmente após contato com locais infestados por roedores.

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Foto de Zyrion Brazil

Zyrion Brazil

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