Ao encerrar 2025, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva chega ao terceiro ano do mandato apresentando um cenário econômico mais favorável do que o observado no início do governo, embora ainda enfrente obstáculos relevantes no campo político, especialmente na relação com o Congresso Nacional. O contraste entre os indicadores econômicos e a dificuldade de articulação parlamentar marcou o ano e deve continuar influenciando os rumos do governo em 2026.
Na economia, o Planalto avalia que houve avanços consistentes. A inflação permaneceu sob controle ao longo do ano, ajudando a preservar o poder de compra da população, enquanto o mercado de trabalho apresentou desempenho positivo. O desemprego atingiu níveis historicamente baixos, impulsionado principalmente pela retomada do emprego formal e pelo aquecimento de setores ligados ao consumo interno. Esse cenário contribuiu para o aumento da renda média e para uma percepção mais favorável da economia por parte de parte da população.
Integrantes do governo também destacam medidas adotadas na área fiscal e tributária como fatores importantes para esse desempenho. Propostas voltadas à ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda e ao estímulo ao consumo foram apresentadas como instrumentos para fortalecer a atividade econômica e criar uma base mais sólida para o crescimento nos próximos anos. Organismos internacionais e analistas do mercado apontaram que, apesar dos desafios estruturais, o Brasil conseguiu manter estabilidade macroeconômica em 2025, com expectativas moderadamente positivas para 2026.
No campo social, o governo associa os resultados econômicos à melhora de indicadores ligados à pobreza e à desigualdade. Programas de transferência de renda foram mantidos, ao mesmo tempo em que o crescimento do emprego formal permitiu que parte da população deixasse a dependência direta de auxílios governamentais. Para Lula, esse movimento reforça o discurso de que o desenvolvimento econômico precisa caminhar junto com políticas de inclusão social.
Se a economia trouxe algum alívio ao Planalto, o mesmo não pode ser dito da relação com o Congresso.
Ao longo de 2025, o governo enfrentou dificuldades para consolidar uma base parlamentar estável, o que tornou as negociações mais complexas e imprevisíveis. Projetos considerados estratégicos pelo Executivo passaram por alterações significativas ou foram derrubados pelos parlamentares, evidenciando a fragilidade da articulação política.
Apesar disso, Lula e seus aliados costumam destacar que a maior parte das propostas enviadas ao Legislativo acabou sendo aprovada, ainda que muitas delas tenham sido modificadas durante a tramitação. Nos bastidores, porém, a avaliação é de que o custo político dessas aprovações foi alto, exigindo concessões frequentes e ampliando o desgaste na relação entre o Executivo e o Congresso.
Para 2026, o governo aposta na continuidade da melhora econômica como um dos principais trunfos políticos, ao mesmo tempo em que tenta reorganizar sua estratégia de diálogo com o Congresso. A expectativa é de que o desempenho da economia e a capacidade de articulação política serão determinantes para definir o ritmo das reformas e a viabilidade da agenda governamental no próximo ano.













