Presidente dos Estados Unidos afirmou que considera retomar operações de grande escala, mas disse que ainda não tomou uma decisão definitiva.
Trump ameaça novos ataques ao Irã em meio ao aumento das tensões entre Washington e Teerã. Nesta quinta-feira, 23 de julho, o presidente dos Estados Unidos afirmou ao site Axios que considera retomar operações militares de grande escala contra o país. No entanto, ele disse que ainda não tomou uma decisão definitiva.
Segundo o relato, Donald Trump declarou que uma nova ofensiva poderia superar os ataques realizados durante a Operação Epic Fury. “Eles ainda não sentiram dor suficiente. Estou considerando um ataque maciço. Maior do que qualquer outro antes. Estou perto de tomar uma decisão. Está tudo pronto”, afirmou, de acordo com a entrevista citada.
A declaração ocorreu um dia depois de Trump participar de uma cerimônia de repatriação dos corpos de militares americanos mortos no conflito. Assim, a fala aumentou a preocupação com uma possível retomada dos combates após o cessar-fogo firmado em abril.
Trump diz que nova ofensiva pode superar operação anterior
A Operação Epic Fury começou em 28 de fevereiro, em uma ação conjunta entre Estados Unidos e Israel. Segundo as informações apresentadas, a campanha concentrou ataques contra mísseis, estruturas navais e instalações ligadas ao programa nuclear iraniano.
A ofensiva terminou após um cessar-fogo em abril. Entretanto, as declarações de Trump indicam que o governo americano mantém planos militares preparados. Mesmo assim, o presidente ressaltou que ainda avalia os próximos passos.
Nesse cenário, uma eventual retomada dos ataques poderia ampliar rapidamente o conflito. Além disso, uma operação de maior escala aumentaria o risco de retaliações contra bases, navios e interesses americanos no Oriente Médio.
Israel poderia participar de eventual operação
Trump também afirmou que Israel participaria de uma nova ofensiva “em dois minutos”, caso os Estados Unidos solicitassem apoio. Ao mesmo tempo, disse que Washington teria capacidade para agir sem a ajuda de outros países.
Apesar disso, o presidente reconheceu que a entrada israelense poderia provocar uma resposta mais intensa do Irã. Por isso, qualquer operação conjunta teria impactos militares e diplomáticos mais amplos.
Israel e Irã mantêm uma relação marcada por confrontos indiretos, ataques e ameaças públicas. Dessa forma, uma nova intervenção israelense poderia aumentar a pressão sobre países vizinhos e dificultar tentativas de mediação.
Washington afirma que Teerã ainda resiste a um acordo
Durante a entrevista, Trump voltou a dizer que o Irã deseja negociar. No entanto, segundo ele, o governo iraniano ainda não estaria disposto a aceitar as condições necessárias para um acordo.
A afirmação mantém aberta a possibilidade de uma saída diplomática. Ainda assim, a ameaça de uma ofensiva maior aumenta a pressão sobre Teerã enquanto as conversas permanecem sem resultado.
Por outro lado, não foram apresentados detalhes sobre as exigências americanas ou sobre o estágio das negociações. Portanto, não está claro quais pontos impedem um entendimento entre os dois governos.
Repatriação de corpos aumenta pressão sobre o governo
Na quarta-feira, 22 de julho, Trump participou da cerimônia de repatriação dos corpos de militares americanos mortos na guerra. O evento colocou novamente as perdas humanas no centro do debate político dos Estados Unidos.
Segundo os números citados no material, o conflito causou a morte de 18 militares americanos e deixou mais de 450 soldados feridos. Além disso, os gastos já teriam alcançado pelo menos US$ 37,5 bilhões.
Esses dados ampliam a pressão sobre a Casa Branca. Enquanto parte do governo defende uma resposta mais dura, setores contrários à escalada alertam para novos custos financeiros e humanos.
Nova ofensiva pode ampliar instabilidade no Oriente Médio
Uma retomada das grandes operações de combate poderia afetar não apenas Estados Unidos, Irã e Israel. Países vizinhos, rotas marítimas e mercados de energia também poderiam sofrer consequências.
O Estreito de Ormuz, por exemplo, concentra parte importante do transporte mundial de petróleo. Assim, qualquer ameaça à navegação na região pode provocar alta nos preços da energia e instabilidade nos mercados internacionais.
Além disso, bases americanas em países do Oriente Médio poderiam se tornar alvos de retaliação. Grupos aliados ao Irã também poderiam ampliar ataques contra interesses dos Estados Unidos e de Israel.
Decisão de Trump ainda não foi anunciada
Apesar do tom das declarações, Trump afirmou que ainda não tomou a decisão final. Portanto, não há confirmação oficial sobre quando ou se uma nova operação começará.
Mesmo assim, a informação de que os preparativos estariam concluídos aumenta a tensão. Ao mesmo tempo, a Casa Branca mantém a possibilidade de negociação com Teerã.
Por fim, o fato de Trump ameaçar novos ataques ao Irã mostra que o cessar-fogo não eliminou o risco de uma nova escalada. Os próximos movimentos dependerão da decisão do presidente, da reação iraniana e do avanço das negociações diplomáticas.






