X Money estreia nos EUA com conta digital, cartão Visa e rendimento de até 6% ao ano

Serviço financeiro do X reúne transferências, carteira virtual, cashback e depósito de salários para assinantes Premium e Premium+ nos Estados Unidos.

O X Money começou a operar nesta segunda-feira (27) nos Estados Unidos para assinantes dos planos Premium e Premium+ da rede social X. O novo serviço reúne conta digital, carteira virtual, transferências entre usuários e cartão de débito Visa dentro da plataforma controlada por Elon Musk.

Com o lançamento, Musk avança na estratégia de transformar o X em um “superapp”. Assim, a rede social pretende concentrar mensagens, vídeos, transmissões ao vivo, pagamentos e outros serviços financeiros em um único ambiente. Por enquanto, porém, a empresa não anunciou uma data para levar o X Money ao Brasil ou a outros países.

X Money reúne conta digital e cartão de débito Visa

O X Money permitirá que os clientes guardem dinheiro, façam transferências e utilizem um cartão de débito vinculado ao saldo da conta. Além disso, os usuários poderão adicionar o cartão virtual ao Apple Pay e a outras carteiras digitais compatíveis.

A empresa também promete 3% de cashback em compras elegíveis. Dessa forma, parte do valor gasto volta automaticamente para a conta do cliente, desde que a transação atenda às regras definidas pelo serviço.

Outro benefício envolve o pagamento de salários. Segundo o X, quem cadastrar um depósito direto qualificado poderá receber os recursos até dois dias antes da data habitual. Ao mesmo tempo, o serviço prevê o reembolso de tarifas cobradas por caixas eletrônicos, inclusive em saques internacionais.

Conta poderá render até 6% ao ano

A conta do X Money oferecerá rendimento de até 6% ao ano, medido pela taxa anual efetiva, conhecida como APY. No entanto, as condições mudam conforme o plano do assinante.

Os clientes do Premium+ receberão automaticamente a taxa máxima anunciada. Já os usuários do Premium precisarão cumprir requisitos adicionais, como receber depósitos diretos qualificados na conta.

Com isso, o X tenta combinar benefícios bancários tradicionais com vantagens ligadas à assinatura da rede social. A estratégia também aumenta o valor percebido dos planos pagos, que passam a incluir recursos financeiros além das ferramentas digitais já oferecidas.

Dinheiro ficará depositado no Cross River Bank

Embora ofereça uma conta digital, o X Money não funcionará como banco. O Cross River Bank, instituição americana participante do sistema de garantia de depósitos dos Estados Unidos, manterá os recursos dos usuários.

Além disso, a empresa afirma que poderá distribuir automaticamente o saldo entre diferentes bancos parceiros. Dessa maneira, a cobertura total poderá chegar a US$ 10 milhões, valor equivalente a cerca de R$ 55,6 milhões na conversão apresentada.

Esse modelo amplia o limite de proteção normalmente associado a uma única instituição. Ainda assim, os usuários precisam observar as regras, as condições de elegibilidade e os limites definidos pelos bancos participantes.

Serviço exige identidade verificada e residência nos EUA

Para acessar o X Money, o usuário deverá ter pelo menos 18 anos, morar nos Estados Unidos e manter uma conta ativa na plataforma. Além disso, a empresa exigirá uma verificação de identidade antes de liberar os recursos financeiros.

O X distribuirá o serviço de forma gradual. Portanto, nem todos os assinantes receberão acesso imediatamente. A companhia informou que avisará cada usuário quando a funcionalidade estiver disponível em sua conta.

Neste primeiro momento, apenas clientes dos planos Premium e Premium+ poderão utilizar o produto. Ainda não há confirmação sobre a liberação para contas gratuitas.

Lançamento reforça plano de transformar o X em superapp

Elon Musk comprou o Twitter em 2022 por US$ 44 bilhões e, posteriormente, mudou o nome da plataforma para X. Desde então, o empresário passou a defender a criação de um ecossistema capaz de reunir diferentes serviços em um único aplicativo.

Em 2023, Musk afirmou que tudo o que envolvesse dinheiro deveria estar na plataforma. Agora, o lançamento do X Money transforma essa promessa em um produto voltado aos assinantes.

A ideia de um superapp segue modelos populares em mercados asiáticos, onde algumas plataformas combinam mensagens, comércio eletrônico, pagamentos, transporte e serviços financeiros. No entanto, o X ainda precisa ampliar sua base de usuários, obter autorizações regulatórias e conquistar a confiança do público para avançar nesse setor.

X Money amplia disputa por pagamentos digitais

O X Money entra em um mercado já ocupado por bancos digitais, empresas de tecnologia e carteiras virtuais. Apple, Google, PayPal e diversas fintechs oferecem serviços que permitem pagar compras, receber dinheiro e movimentar saldos por aplicativos.

Por isso, o X tenta se diferenciar por meio do rendimento de até 6% ao ano, do cashback de 3% e da integração direta com a rede social. Além disso, a antecipação de salários e o reembolso de tarifas podem atrair usuários que procuram benefícios associados à conta.

Ao mesmo tempo, o serviço precisará demonstrar segurança, estabilidade e transparência. Afinal, produtos financeiros exigem controles rígidos contra fraudes, lavagem de dinheiro, invasões e uso indevido de dados pessoais.

Expansão internacional ainda não tem prazo

Até o momento, o X não divulgou um cronograma para lançar o X Money fora dos Estados Unidos. Portanto, usuários brasileiros ainda não podem abrir uma conta ou solicitar o cartão anunciado.

Uma expansão internacional dependerá das regras financeiras de cada país. No Brasil, por exemplo, serviços de pagamento e contas digitais precisam cumprir exigências regulatórias específicas.

Assim, a empresa deverá adaptar o produto antes de entrar em novos mercados. Além disso, precisará firmar parcerias locais e definir como funcionariam o rendimento, o cashback e a proteção dos depósitos em cada território.

X Money marca nova fase da plataforma

O X Money representa um passo importante na transformação do X em uma plataforma mais ampla. Com conta digital, cartão Visa, transferências, cashback e rendimento sobre o saldo, a empresa busca aumentar a presença na rotina financeira dos usuários.

No entanto, o serviço ainda começa de forma limitada. Apenas assinantes Premium e Premium+ dos Estados Unidos poderão utilizá-lo, enquanto a expansão para outros públicos e países permanece sem previsão.

Agora, o desempenho inicial mostrará se o X conseguirá avançar além das redes sociais e disputar espaço com bancos digitais, carteiras virtuais e empresas consolidadas no mercado de pagamentos.

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