Anvisa alerta que suplemento divulgado no TikTok não tem autorização no Brasil

Fachada da sede da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, em foto de arquivo

Imagem: Marcelo Camargo/Agência Brasil, arquivo.

Erva asiática é promovida nas redes com promessas de relaxamento. Agência afirma que a substância não integra a lista de ingredientes permitidos em suplementos.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária emitiu um alerta sobre a ashwagandha no Brasil. Em comunicado publicado em 21 de outubro, a Anvisa informou que o suplemento divulgado em plataformas como o TikTok não possui registro no país e que a substância não está autorizada para uso nessa categoria de alimento.

Segundo a agência, a fabricação, a comercialização, a distribuição e o uso desse suplemento são proibidos em território nacional. A comunicação trata especificamente de sua utilização como suplemento alimentar.

Por que a Anvisa fez o alerta

A manifestação ocorreu após a divulgação do caso de uma mulher britânica que apresentou problemas graves de saúde depois de consumir o produto. A agência mencionou falência hepática, paradas cardíacas e danos cerebrais no relato que motivou a advertência.

A ashwagandha é uma erva de origem asiática promovida na internet com promessas de relaxamento e alívio de sintomas da perimenopausa. Essas divulgações não equivalem a uma autorização sanitária no Brasil nem demonstram, por si só, segurança de consumo.

Suplementos não são medicamentos

As orientações da Anvisa distinguem suplementos de produtos destinados a tratar doenças. A função dessa categoria é complementar a alimentação com nutrientes, substâncias bioativas, enzimas ou probióticos, dentro das condições e dos limites autorizados.

Por isso, suplementos não podem ser apresentados como meios de prevenir, tratar ou curar doenças. Alegações de benefícios também precisam corresponder ao que foi permitido pela agência, sem ampliar o alcance da evidência disponível.

O que observar antes de consumir

A Anvisa orienta a verificar as recomendações de uso, as restrições para grupos específicos, a lista de ingredientes e as advertências do rótulo. Informações sobre origem, lote e validade também fazem parte da identificação do produto.

Mesmo suplementos regularizados podem representar risco quando utilizados acima dos limites previstos ou por pessoas para as quais não são indicados. Pessoas com doenças ou condições específicas devem buscar orientação de um profissional de saúde habilitado.

O alerta sobre a ashwagandha reforça que a venda pela internet e a popularidade nas redes sociais não substituem a avaliação sanitária. A consulta às informações oficiais deve considerar o produto e a finalidade em que ele é oferecido.

Fontes: Anvisa — alerta sobre ashwagandha; Anvisa — perguntas frequentes sobre suplementos.

Compartilhe esta notícia

Notícias • Negócios • Entretenimento

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *