Imagem: José Cruz/Agência Brasil, arquivo.
Receitas de janeiro a setembro somaram R$ 2,351 trilhões. Contribuições previdenciárias e tributos sobre renda ajudaram a elevar o resultado.
A arrecadação federal em setembro de 2026 atingiu R$ 239,4 bilhões, segundo os dados divulgados pela Receita Federal nesta quinta-feira, 22 de outubro. O resultado representa aumento de 5,62% em relação ao mesmo mês de 2025, já descontada a inflação medida pelo IPCA.
Nos nove primeiros meses do ano, o total recolhido chegou a R$ 2,351 trilhões. A expansão real nesse intervalo foi de 6,97%, na comparação com janeiro a setembro do ano anterior.
O que explica o crescimento da arrecadação federal
A análise da Receita destaca a contribuição previdenciária, o PIS/Cofins, o Imposto de Renda Retido na Fonte sobre rendimentos de capital e os recolhimentos de IRPJ e CSLL. O Imposto de Exportação sobre petróleo bruto também aparece entre os fatores do desempenho.
Somente a receita previdenciária alcançou R$ 64,6 bilhões em setembro, com crescimento real de 6,18%. O órgão relaciona esse movimento à massa salarial, ao Simples Nacional previdenciário e à retomada gradual das contribuições sobre a folha e dos municípios.
Receitas administradas e total federal
O valor divulgado para o conjunto federal é mais amplo que o montante administrado diretamente pela Receita. Esse segundo grupo somou R$ 231,4 bilhões no mês, com alta real de 5,03%, e R$ 2,25 trilhões no acumulado, avanço de 6,89%.
A distinção evita comparar números de abrangência diferente. O total federal reúne também receitas sob administração de outros órgãos, enquanto o recorte da Receita acompanha os tributos e contribuições sob sua gestão.
Como interpretar a alta acima da inflação
Crescimento real significa que a comparação retirou o efeito da variação dos preços. Assim, o percentual de 5,62% não corresponde apenas ao aumento nominal dos valores em reais entre um ano e outro.
O relatório também separa fatores extraordinários e efeitos de mudanças na legislação. Sem os principais fatores não recorrentes considerados pelo órgão, a alta real das receitas administradas seria de 3,69% em setembro e de 5,77% no acumulado.
O resultado de arrecadação mede a entrada de receitas. Para avaliar o saldo das contas públicas, é necessário observar também as despesas e os demais componentes fiscais do mesmo período.
Fontes: Receita Federal — análise de setembro de 2026; Agência Brasil — dados da arrecadação.






