Indústria e serviços puxaram a alta do IBC-Br. Apesar da recuperação mensal, o indicador caiu 0,6% no trimestre encerrado em agosto.
A atividade econômica brasileira cresceu 0,34% em agosto de 2026 frente a julho, segundo o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br). Divulgado em 16 de outubro, o resultado interrompeu duas quedas mensais consecutivas.
A comparação tem ajuste sazonal, que desconta efeitos típicos de cada época do ano. Assim, permite comparar meses com características diferentes, como o número de dias úteis.
Indústria e serviços sustentam a atividade econômica
A indústria avançou 0,87% em relação a julho, enquanto os serviços cresceram 0,24%. Já a agropecuária recuou 1,76%, na direção oposta à dos outros dois setores.
Além disso, o Banco Central revisou o resultado de julho: a queda passou de 0,22% para 0,31%, conforme a reportagem do Broadcast publicada pelo Investalk, do Banco do Brasil.
O avanço de agosto também superou a mediana de 0,12% da pesquisa Projeções Broadcast. As estimativas iam de queda de 0,30% a alta de 0,70%.
Alta mensal não elimina queda no trimestre
Apesar da recuperação em agosto, a atividade econômica caiu 0,6% no período de junho a agosto ante os três meses anteriores, segundo o UOL. Portanto, o resultado positivo do mês convive com uma perda na comparação trimestral.
Os dois números medem intervalos distintos: a alta de 0,34% compara agosto com julho. Por outro lado, o recuo trimestral compara o conjunto de junho, julho e agosto com março, abril e maio.
IBC-Br não substitui o PIB oficial
O Banco Central divulga o IBC-Br mensalmente para acompanhar a atividade econômica. Por isso, o indicador oferece informações sobre o desempenho do país antes das contas trimestrais do IBGE.
Embora seja conhecido como prévia do PIB, o índice tem metodologia própria. O Produto Interno Bruto oficial, por sua vez, é calculado pelo IBGE. Dessa forma, os resultados podem divergir: a alta de agosto corresponde ao IBC-Br e não representa o crescimento oficial do PIB brasileiro.
Foto de arquivo, registrada em 7 de novembro de 2021: fachada do Banco Central, em Brasília. Crédito: Leonardo Sá/Agência Senado, via Wikimedia Commons. Licença CC BY 2.0. Adaptação: recorte horizontal 16:9.






