Balanço divulgado às vésperas do Dia Nacional da Vacinação reforça a orientação de conferir doses em atraso. O atendimento é gratuito no SUS, e a falta da caderneta não impede a vacinação.
O Brasil distribuiu mais de 222 milhões de doses de vacinas em 2026, segundo balanço que o Ministério da Saúde divulgou em 16 de outubro. A informação acompanha a mobilização pelo Dia Nacional da Vacinação, celebrado em 17 de outubro.
Além de informar o volume enviado aos estados e municípios, a pasta orienta a população a revisar a caderneta. O número se refere a doses distribuídas, portanto não equivale ao total de pessoas vacinadas nem ao de aplicações realizadas.
Como conferir se há vacinas em atraso
Quem tem dúvidas sobre o próprio esquema deve procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) de referência. A equipe avalia idade, histórico de vacinação e condições de saúde antes de indicar quais doses faltam.
É recomendável levar a caderneta, mas sua ausência não impede a vacinação, conforme o comunicado do Ministério da Saúde. Além disso, os dias e horários de atendimento variam conforme a organização dos serviços locais.
Meu SUS Digital permite consultar o histórico
Também é possível consultar os registros pelo Meu SUS Digital, disponível em aplicativo para Android e iOS e em versão web. O acesso utiliza a conta Gov.br.
A plataforma oferece a Carteira de Vacinação Digital, que reúne o histórico de imunobiológicos registrados nos sistemas integrados à Rede Nacional de Dados em Saúde. Assim, o cidadão pode consultar as informações sem depender apenas do documento em papel.
Os registros digitais vêm dos dados enviados pelos estabelecimentos de saúde. Por isso, a conferência na UBS continua importante quando há dúvida sobre uma dose ou sobre a necessidade de completar o esquema.
Distribuir doses é uma etapa da vacinação
O Programa Nacional de Imunizações (PNI) organiza a estratégia nacional. Cabe ao Ministério da Saúde planejar, financiar e distribuir os imunizantes. Já as secretarias estaduais e municipais executam a vacinação nas unidades e nas campanhas.
Além disso, a operação depende da Rede de Frio, responsável pela conservação das vacinas. O trabalho inclui transporte e armazenamento adequados para preservar a qualidade das doses até a aplicação.
O PNI acompanha as coberturas e define normas para os registros. Dessa forma, o envio de imunizantes integra uma cadeia que também exige equipes, salas de vacinação e acompanhamento das pessoas que precisam de proteção.

Proteção acompanha todas as fases da vida
As vacinas não se limitam à infância. O calendário nacional contempla crianças, adolescentes, adultos, idosos e gestantes, com indicações específicas para cada grupo.
Segundo o ministério, o SUS oferece proteção contra mais de 20 doenças. Entre elas estão sarampo, poliomielite, tétano, hepatites, febre amarela e meningites. Porém, a indicação de cada imunizante depende da faixa etária, do histórico e das condições de saúde.
Assim, a orientação para quem identifica uma pendência é buscar a equipe da UBS e conferir o calendário correspondente ao seu perfil. A avaliação individual ajuda a definir quais doses o serviço deve aplicar.
Foto de arquivo: profissional prepara dose durante ação de multivacinação em Porto Alegre, em 23/11/2024. Cristine Rochol/PMPA. Fonte da imagem. Uso livre com crédito obrigatório, conforme Agência Porto Alegre. Adaptação: recorte horizontal e redimensionamento.






