Hubble revela galáxia vista de lado a 37 milhões de anos-luz da Terra

Imagem do Hubble mostra a galáxia NGC 1827 vista de lado, com faixas de poeira e estrelas.

Imagem divulgada pela NASA mostra a NGC 1827 de perfil, com faixas de poeira que atravessam seu disco. O registro integra um programa de observação de sistemas galácticos.

O telescópio espacial Hubble registrou a galáxia NGC 1827 vista de lado, a cerca de 37 milhões de anos-luz da Terra. A NASA divulgou a imagem em 16 de outubro. O objeto fica na constelação de Columba, conhecida como Pomba.

No retrato, faixas de poeira em tons de marrom cortam o corpo luminoso da galáxia. Além disso, o fundo escuro reúne outras galáxias, mais distantes, enquanto estrelas em primeiro plano aparecem com pontas de difração.

O que a imagem do Hubble mostra

A equipe da missão descreve a NGC 1827 como uma galáxia espiral intermediária. Porém, a orientação do objeto em relação à Terra faz seu disco aparecer de perfil, em vez de exibir claramente o desenho dos braços.

Assim, as faixas de poeira ganham destaque ao longo da estrutura. O registro também mostra pontos azulados distribuídos pelo disco e uma estrela brilhante em primeiro plano, perto do centro aparente da imagem.

Esse alinhamento é uma questão de perspectiva. Portanto, o formato estreito no retrato não significa que a galáxia seja uma linha: o observador está vendo seu disco pela lateral.

Por que os cientistas observam galáxias menores

A observação faz parte de um levantamento de galáxias satélites ao redor de sistemas semelhantes à Via Láctea. O programa busca caracterizar objetos de baixa massa e comparar suas propriedades com previsões de modelos cosmológicos.

Segundo a NASA, esses modelos ainda enfrentam dificuldades para reproduzir observações em escalas pequenas. Por isso, os dados do Hubble ajudam os pesquisadores a testar e aperfeiçoar as descrições da estrutura do Universo.

Galáxias reúnem estrelas, gás e poeira

De acordo com o guia de galáxias da NASA, essas estruturas contêm estrelas, planetas e grandes nuvens de gás e poeira, unidos pela gravidade. Elas apresentam diferentes formas, como espirais, elípticas e irregulares.

A Via Láctea, onde fica o Sistema Solar, também é espiral. Seu disco de estrelas se estende por mais de 100 mil anos-luz, e a Terra ocupa uma região ao longo de um dos braços.

Além disso, as galáxias podem formar grupos e aglomerados. Assim, estudar um objeto individual também ajuda a compreender sistemas maiores e as relações entre seus integrantes.

Telescópio espacial Hubble em órbita, com a Terra ao fundo.
Foto de arquivo: telescópio espacial Hubble em órbita, com a Terra ao fundo. NASA. Fonte. Uso jornalístico conforme as diretrizes de imagens e mídia da NASA, com crédito. Adaptação: recorte horizontal e redimensionamento.

Um telescópio em operação desde 1990

O Hubble chegou ao espaço a bordo do ônibus espacial Discovery em 1990. O observatório recebeu o nome do astrônomo Edwin Hubble e teve instrumentos atualizados em cinco missões de manutenção com astronautas.

Conforme a apresentação oficial da missão, ele observa luz ultravioleta, visível e parte do infravermelho. Essa combinação permite investigar diferentes características de estrelas, galáxias e outros objetos.

Dessa forma, o registro da NGC 1827 se soma a um trabalho que combina imagens e medições. O objetivo científico vai além do retrato: os dados ajudam a examinar como as galáxias se organizam e evoluem.

Galáxia NGC 1827 em imagem divulgada em 16/10/2026. NASA, ESA, Michael Jones (Caltech); processamento: Gladys Kober (NASA/Catholic University of America). Fonte da imagem. Uso jornalístico conforme as diretrizes de imagens e mídia da NASA, com crédito. Adaptação: recorte horizontal e redimensionamento.

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