Mês terá um eclipse solar em 12 de agosto e um eclipse lunar entre os dias 27 e 28; apenas o segundo poderá ser observado em todo o território brasileiro.
Os eclipses de agosto de 2026 devem movimentar o calendário astronômico com dois fenômenos separados por cerca de duas semanas. O primeiro será um eclipse solar em 12 de agosto. Já o segundo será um eclipse lunar entre a noite do dia 27 e a madrugada de 28 de agosto.
No entanto, apenas o eclipse lunar poderá ser acompanhado do Brasil. Segundo informações do portal especializado Time and Date, o fenômeno deve ocorrer aproximadamente entre as 22h do dia 27 e as 4h do dia 28. Ainda assim, os horários podem variar conforme a cidade e o fuso local.
Eclipse solar de 12 de agosto não será visível no Brasil
O primeiro fenômeno do mês será o eclipse solar de 12 de agosto. Durante esse tipo de evento, a Lua passa entre a Terra e o Sol. Dessa forma, ela bloqueia total ou parcialmente a luz solar em determinadas regiões.
A faixa de observação ficará concentrada no Hemisfério Norte. Portanto, o eclipse não poderá ser visto do território brasileiro. O evento completo deverá durar aproximadamente cinco horas, considerando todas as fases e diferentes pontos de observação.
Embora o fenômeno desperte grande interesse, a observação exige proteção adequada. Nunca se deve olhar diretamente para o Sol sem filtros certificados para eclipses. Além disso, óculos escuros, câmeras, binóculos e radiografias não oferecem proteção segura.
Eclipse lunar poderá ser visto em todo o Brasil
O eclipse lunar acontecerá entre 27 e 28 de agosto. Nesse caso, a Terra ficará posicionada entre o Sol e a Lua. Como resultado, a sombra terrestre atingirá a superfície lunar.
Segundo o Time and Date, o evento deverá começar por volta das 22h do dia 27 e terminar perto das 4h do dia seguinte. Ao todo, o fenômeno terá duração aproximada de cinco horas e 38 minutos. Além disso, todas as etapas poderão ser acompanhadas em diferentes regiões das Américas.
O eclipse será visível em toda a América do Sul e América Central. Partes da América do Norte e da Groenlândia também poderão acompanhar o evento. Já a fase penumbral estará acessível a aproximadamente 44,41% da população mundial, conforme a estimativa apresentada pelo portal.
É importante destacar que a expressão “totalmente visível” indica que todas as fases poderão ser acompanhadas de uma região. Portanto, ela não significa necessariamente que o eclipse será total. A classificação depende da quantidade da Lua atingida pela parte mais escura da sombra da Terra.
Condições do tempo influenciarão a observação
No Brasil, o público poderá acompanhar o eclipse lunar sem equipamentos especiais. Diferentemente do eclipse solar, a observação da Lua não oferece risco aos olhos. Assim, o fenômeno poderá ser visto diretamente, desde que o céu esteja aberto.
No entanto, nuvens, chuva e poluição luminosa podem prejudicar a visibilidade. Por isso, áreas afastadas de grandes centros urbanos costumam oferecer melhores condições. Locais com horizonte livre e pouca iluminação artificial também favorecem a observação.
Binóculos ou telescópios não serão obrigatórios. Mesmo assim, esses equipamentos podem revelar mais detalhes da superfície lunar. Além disso, câmeras com tripé ajudam a registrar as mudanças de brilho durante o evento.
Como o Brasil possui diferentes fusos horários, o início e o fim podem mudar conforme a região. Dessa forma, o público deve consultar uma tabela específica para sua cidade antes da data. Aplicativos de astronomia também podem ajudar a acompanhar cada etapa.
Eclipses costumam acontecer em sequência
A proximidade entre os dois eventos não ocorre por acaso. Eclipses solares e lunares costumam aparecer em períodos conhecidos como temporadas de eclipses. Nessa fase, o alinhamento entre Sol, Terra e Lua favorece a ocorrência dos fenômenos.
Geralmente, um eclipse lunar acontece cerca de duas semanas antes ou depois de um eclipse solar. Isso ocorre porque a Lua leva aproximadamente 14 dias para passar da fase nova para a cheia, ou da cheia para a nova.
No eclipse solar, a Lua precisa estar na fase nova e alinhada entre o Sol e a Terra. Já no eclipse lunar, ela precisa estar cheia e passar pela sombra terrestre. Portanto, os dois fenômenos dependem de alinhamentos diferentes, embora façam parte do mesmo ciclo.
Agosto terá oportunidade especial para observadores brasileiros
Os eclipses de agosto de 2026 oferecerão experiências diferentes. O evento solar ficará restrito ao Hemisfério Norte, enquanto o eclipse lunar poderá ser acompanhado em todo o Brasil.
Por fim, a melhor oportunidade para os brasileiros ocorrerá entre a noite de 27 de agosto e a madrugada do dia 28. Ainda assim, as condições meteorológicas e o fuso de cada cidade serão decisivos para a observação. A recomendação é conferir os horários locais perto da data e escolher um ponto com céu aberto.






