Temporal durou menos de dez minutos, atingiu cerca de 1.600 pessoas e levou prefeitura, Defesa Civil e Exército a reforçarem o atendimento aos moradores.
O granizo em Santo Antônio das Missões destruiu os telhados de mais de 400 casas no interior do Rio Grande do Sul. O temporal atingiu o município durante a tarde e durou menos de dez minutos. Ainda assim, as pedras de gelo e as rajadas de vento provocaram danos em diferentes bairros.
Segundo a prefeitura, aproximadamente 1.600 pessoas foram afetadas. As equipes municipais distribuíram lonas para proteger os imóveis atingidos, enquanto o Exército foi acionado para auxiliar na entrega e na instalação do material. Ao menos um morador ficou ferido ao tentar cobrir o próprio telhado.
Granizo em Santo Antônio das Missões atingiu centenas de imóveis
A tempestade avançou rapidamente sobre a cidade, localizada perto da fronteira entre o Brasil e a Argentina. Santo Antônio das Missões possui pouco mais de 10 mil habitantes e fica a cerca de 500 quilômetros de Porto Alegre.
Mesmo com a curta duração, o temporal atingiu uma parcela significativa da população. Mais de 400 residências perderam parte ou toda a cobertura, o que deixou móveis e outros objetos expostos à chuva.
Diante da extensão dos estragos, a prefeitura iniciou a distribuição emergencial de lonas. Além disso, servidores passaram a mapear as áreas mais atingidas e identificar famílias com necessidade de atendimento prioritário.
O Exército também entrou na operação. Os militares ajudaram moradores que não tinham condições de subir nos telhados ou instalar a proteção com segurança.
Morador ficou ferido ao tentar proteger residência
Ao menos uma pessoa sofreu ferimentos enquanto tentava colocar uma lona sobre um telhado danificado. O caso reforçou o alerta das autoridades para que os moradores evitem subir em estruturas molhadas, instáveis ou parcialmente destruídas.
Durante situações desse tipo, telhas quebradas, vigas deslocadas e superfícies escorregadias aumentam o risco de quedas. Por isso, a orientação é procurar apoio das equipes treinadas antes de realizar qualquer reparo emergencial.
Segundo o boletim da Defesa Civil, apenas uma pessoa estava desalojada no município. No entanto, o número pode mudar conforme as equipes concluem as vistorias e recebem novas solicitações.
A condição de desalojado se aplica a quem precisa deixar temporariamente a residência, mas encontra abrigo na casa de parentes, amigos ou em outro local. Já os desabrigados dependem de estruturas públicas ou comunitárias.
Ventos chegaram a 80,5 quilômetros por hora
Santo Antônio das Missões registrou rajadas de 80,5 quilômetros por hora. A velocidade colocou a cidade entre os três municípios gaúchos com maior ventania durante o episódio.
Rolante apresentou a maior medição, com 93,6 quilômetros por hora. Em seguida apareceu Caxias do Sul, onde as rajadas chegaram a 85,7 quilômetros por hora.
O vento ampliou os danos provocados pelo granizo. Além de remover telhas, as rajadas podem derrubar árvores, romper cabos e lançar objetos contra casas e veículos.
Nesse cenário, a combinação entre vento forte e pedras de gelo aumenta a capacidade destrutiva da tempestade. Mesmo um evento com poucos minutos de duração pode causar prejuízos elevados quando atinge áreas urbanas.
Outros 29 municípios registraram estragos no Rio Grande do Sul
O temporal não ficou restrito a Santo Antônio das Missões. De acordo com a Defesa Civil estadual, as chuvas causaram danos em outros 29 municípios gaúchos.
Em Não-Me-Toque, 30 pessoas precisaram deixar suas casas. Já em Cachoeira do Sul, o boletim registrou 22 desalojados. No município de Colorado, outras quatro pessoas permaneceram fora das residências.
As ocorrências incluíram danos em imóveis, alagamentos, quedas de árvores e interrupções em serviços. Dessa forma, as equipes estaduais e municipais ampliaram o monitoramento para atender diferentes regiões ao mesmo tempo.
O balanço ainda pode sofrer alterações porque os municípios continuam enviando informações. Além disso, algumas áreas rurais demoram mais para comunicar os estragos devido às distâncias e às dificuldades de acesso.
Lonas reduzem danos, mas não substituem reparos
A instalação de lonas representa uma medida emergencial para impedir a entrada direta de água. No entanto, o material não substitui a reconstrução dos telhados e pode se soltar com novas rajadas.
Por isso, moradores devem acompanhar as previsões e verificar a fixação apenas quando houver condições seguras. Além disso, precisam evitar contato com fios caídos e estruturas que apresentem risco de desabamento.
A prefeitura deverá avaliar a necessidade de assistência adicional para as famílias afetadas. Entre as medidas possíveis estão a entrega de materiais, o apoio social e a vistoria técnica de imóveis.
O levantamento também ajudará a calcular os prejuízos públicos e privados. Esses dados poderão fundamentar pedidos de apoio ao governo estadual e a outros órgãos.
Granizo se forma em nuvens de tempestade intensa
O granizo surge dentro de nuvens com fortes correntes de ar. Gotículas de água são levadas para regiões muito frias, congelam e ganham novas camadas de gelo antes de cair.
Quando a corrente de ar não consegue mais sustentar as pedras, elas descem em alta velocidade. O tamanho do granizo depende da força da tempestade e do tempo de permanência dentro da nuvem.
Eventos acompanhados por vento forte podem causar danos maiores porque as pedras atingem superfícies em diferentes ângulos. Assim, telhados, janelas, veículos e plantações ficam especialmente vulneráveis.
Embora os sistemas meteorológicos consigam identificar condições favoráveis, a intensidade exata do granizo pode variar dentro de uma mesma cidade. Por isso, alertas precisam ser acompanhados continuamente.
Defesa Civil mantém monitoramento após temporal
O granizo em Santo Antônio das Missões deixou mais de 400 casas com telhados danificados e afetou cerca de 1.600 moradores. A resposta emergencial concentra esforços na proteção dos imóveis e no atendimento às famílias.
Além disso, a Defesa Civil acompanha a situação em outros municípios atingidos. Novos boletins deverão atualizar o número de desalojados, os prejuízos e as áreas que ainda precisam de assistência.
Por fim, moradores devem seguir as orientações oficiais e evitar reparos em locais instáveis. Enquanto persistir o risco de novos temporais, a prioridade permanece na preservação da vida e na redução de danos adicionais.






