Congresso do Conasems debateu estratégias para manter atendimentos durante eventos extremos
Os impactos das mudanças climáticas sobre a saúde pública e o funcionamento do Sistema Único de Saúde foram discutidos durante o 39º Congresso do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde, em Porto Alegre.
Representantes do Ministério da Saúde apresentaram medidas para fortalecer a resposta do SUS diante de enchentes, secas, queimadas, ondas de calor e outros eventos extremos.
Eventos climáticos afetam atendimentos
Segundo os técnicos, as mudanças climáticas agravam doenças, aumentam desigualdades e podem interromper serviços de saúde.
Entre os principais problemas estão:
- calor intenso;
- poluição do ar;
- falta de água;
- insegurança alimentar;
- dificuldades de acesso ao saneamento;
- interrupções no transporte e no abastecimento de insumos.
Idosos, crianças, gestantes, pessoas com doenças crônicas e populações em situação de vulnerabilidade estão entre os grupos mais afetados.
Saúde indígena enfrenta dificuldades
A Secretaria Especial de Saúde Indígena relatou que secas, enchentes, queimadas e ondas de calor já prejudicam o deslocamento das equipes e o envio de medicamentos.
Em algumas regiões, esses problemas também afetam a continuidade dos atendimentos.
Atenção Primária ganha importância
O Ministério da Saúde defendeu o fortalecimento da Atenção Primária para identificar riscos e organizar respostas em cada território.
As equipes locais podem atuar na prevenção, vigilância e orientação da população antes, durante e depois de eventos extremos.
AdaptaSUS reúne metas e ações
Durante o congresso, foi apresentado o Plano Setorial de Adaptação à Mudança do Clima para a Saúde, chamado AdaptaSUS.
A estratégia reúne 27 metas e 93 ações voltadas à adaptação do setor.
O plano prevê medidas para:
- fortalecer a vigilância em saúde;
- melhorar a gestão de riscos;
- organizar os serviços;
- ampliar sistemas de alerta;
- proteger grupos vulneráveis;
- garantir resposta a emergências.
Infraestrutura precisa ser resiliente
O debate também destacou a necessidade de manter unidades de saúde funcionando durante crises climáticas.
Entre as medidas estão a garantia de água, energia, comunicação, medicamentos e planos de contingência.
A proposta é assegurar a continuidade dos atendimentos antes, durante e após desastres.
Estados e municípios participam da estratégia
O AdaptaSUS prevê participação de estados e municípios na criação de ações adaptadas à realidade de cada região.
O Ministério da Saúde também disponibiliza painéis com informações sobre saúde e clima para apoiar o planejamento local.
Adaptação deve ser permanente
Segundo os especialistas, a adaptação do SUS não pode ocorrer apenas em situações de emergência.
As informações climáticas e ambientais precisam fazer parte do planejamento permanente dos serviços de saúde.
Acompanhe nossa página de notícias para mais informações sobre saúde pública, meio ambiente e políticas do SUS.






