O governo brasileiro reforçou as orientações para cidadãos que vivem na Venezuela após os fortes terremotos registrados no país desde a semana passada. A Embaixada do Brasil em Caracas recomendou que brasileiros evitem a região de La Guaira, uma das áreas mais atingidas pelos tremores, para não comprometer o trabalho das equipes de resgate.
Além disso, a representação diplomática pediu que brasileiros residentes no país doem sangue para ajudar no atendimento às vítimas da tragédia.
Embaixada pede que brasileiros evitem área atingida
Em comunicado divulgado nas redes sociais, a Embaixada do Brasil orientou que brasileiros não se desloquem até La Guaira enquanto as operações de busca e salvamento continuam.
Segundo a representação diplomática, a circulação de pessoas pode dificultar o trabalho dos socorristas. Por isso, a recomendação é permanecer longe da região até que as autoridades liberem o acesso.
A orientação busca preservar a segurança da população e facilitar o atendimento às vítimas.
Terremotos deixaram milhares de mortos e feridos
A Venezuela enfrenta uma das maiores tragédias naturais de sua história recente. Dois terremotos com magnitude superior a 7 atingiram o país, seguidos por diversos tremores secundários.
Até o momento, as autoridades confirmaram cerca de 2 mil mortes e aproximadamente 5 mil feridos.
Enquanto isso, a Organização das Nações Unidas (ONU) informou que dezenas de milhares de pessoas ainda estão desaparecidas, mantendo as equipes de resgate em operação permanente.
Brasileiros estão entre as vítimas
O Ministério das Relações Exteriores confirmou que dois brasileiros morreram em consequência dos terremotos.
As vítimas são um homem e uma mulher. Até o momento, o governo não divulgou novas informações sobre suas identidades.
Além disso, autoridades brasileiras continuam acompanhando a situação de outros cidadãos que permanecem em território venezuelano.
Brasil amplia envio de ajuda humanitária
Desde o início da crise, o governo brasileiro intensificou a assistência humanitária ao país vizinho.
Até agora, quatro aeronaves partiram rumo à Venezuela transportando equipes de resgate, equipamentos e insumos médicos.
Além disso, um quinto voo foi programado para levar reforços às operações. A missão inclui estrutura para ampliar o hospital de campanha instalado no país, 45 militares da Marinha e cerca de 5,5 toneladas de materiais médicos.
Operação reúne equipes e equipamentos
As ações humanitárias mobilizaram profissionais de diferentes órgãos federais.
Ao todo, o Brasil enviou 71 bombeiros especializados em resgate, quatro técnicos da Defesa Civil, quatro especialistas da Anatel e seis cães farejadores.
Além disso, a operação inclui um hospital de campanha, 48 militares da Marinha, 100 purificadores de água e aproximadamente 112 mil medicamentos e insumos destinados ao atendimento da população afetada.
Esses recursos reforçam os esforços das autoridades venezuelanas diante da dimensão da tragédia.
Ministro da Defesa acompanha ações em Caracas
O ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, cumpre agenda oficial em Caracas nesta terça-feira (30).
Durante a visita, ele participa de reuniões com autoridades venezuelanas para avaliar novas necessidades e discutir formas de ampliar a cooperação entre os dois países.
A comitiva brasileira também conta com representantes da Caixa Econômica Federal e do Ministério das Cidades, que acompanham as ações relacionadas à reconstrução e ao apoio humanitário.
Enquanto isso, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, mantém contato permanente com o governo venezuelano para coordenar novas iniciativas de assistência.
Brasil mantém apoio às vítimas
O governo brasileiro informou que continuará acompanhando a evolução da situação e poderá ampliar o envio de ajuda conforme as necessidades identificadas pelas autoridades locais.
Além do suporte humanitário, a prioridade segue sendo garantir assistência aos brasileiros que permanecem na Venezuela e colaborar com os trabalhos de resgate e atendimento às vítimas dos terremotos.
Enquanto as buscas continuam, autoridades seguem monitorando os impactos da tragédia e organizando novas ações para atender a população afetada.












