Título de Norris encerra hegemonia de Verstappen na Fórmula 1​​

Britânico conquista Mundial de 2025, destrona o tetracampeão da Red Bull e recoloca a McLaren no topo após 17 anos

O Mundial de Fórmula 1 de 2025 marcou uma virada histórica na categoria. Lando Norris, de 26 anos, conquistou seu primeiro título mundial neste domingo e colocou fim ao domínio de Max Verstappen, que vinha de quatro campeonatos consecutivos pela Red Bull entre 2021 e 2024. A conquista confirma a evolução da McLaren, já sinalizada com o título de construtores em 2024, e encerra uma das hegemonias mais marcantes da era recente da F1.

Verstappen foi o principal símbolo da era do efeito solo, iniciada em 2022. Impulsionado por um carro dominante, o holandês construiu um período de supremacia que começou ainda em 2021, quando venceu Lewis Hamilton em uma das temporadas mais polêmicas da história da categoria, marcada por disputas intensas, acidentes decisivos e o controverso desfecho em Abu Dhabi.

O auge da Red Bull

Após o título inaugural em 2021, Verstappen encontrou terreno favorável com o novo regulamento técnico. Em 2022, a Red Bull acertou em cheio no projeto, enquanto seus principais rivais, especialmente a Ferrari de Charles Leclerc, desperdiçaram pontos importantes. O resultado foi um bicampeonato conquistado com relativa tranquilidade.

Em 2023, o domínio foi ainda maior. Mesmo com tentativas pontuais de Sergio Pérez em desafiar o companheiro, Verstappen venceu o GP de Miami, disparou na liderança e encerrou a temporada como tricampeão, acumulando recordes e se consolidando entre os maiores vencedores da história da F1.

A virada da McLaren

O cenário começou a mudar em 2024. A McLaren evoluiu de forma consistente e passou a pressionar a Red Bull, que já não dispunha do carro mais dominante do grid. Verstappen chegou a ficar 11 corridas sem vencer, algo raro em sua trajetória, mas reagiu no fim da temporada e garantiu o tetracampeonato em Las Vegas, após vitória histórica saindo da 16ª posição.

Em 2025, porém, o equilíbrio se rompeu de vez. Norris venceu o GP da Austrália, abriu o campeonato na liderança e passou a dividir os holofotes com Oscar Piastri, que chegou a assumir a ponta do Mundial após a metade da temporada. A disputa interna na McLaren e oscilações de desempenho mantiveram o campeonato aberto até as etapas finais.

Disputa até o fim

Mesmo em desvantagem, Verstappen reagiu e chegou a reduzir diferenças importantes na tabela, aproveitando erros e punições sofridas pela McLaren, como a dupla desclassificação no GP de Las Vegas. Ainda assim, não foi suficiente para impedir Norris de confirmar o título.

No GP de Abu Dhabi, Verstappen venceu a corrida, mas viu Norris assegurar o campeonato mundial inédito, encerrando um jejum de 17 anos sem títulos da McLaren. Piastri completou o pódio, reforçando a força da equipe britânica na temporada.

Com o título de Norris, a Fórmula 1 inicia um novo ciclo competitivo, marcado pelo fim da hegemonia de Verstappen e pela consolidação de uma nova geração no topo da categoria.

“Oh, meu Deus. Eu não chorava há muito tempo, achei que não fosse chorar, mas chorei. É uma longa jornada. Primeiramente, quero agradecer muito a toda a equipe McLaren. Meus parentes… eu não estou chorando. Minha mãe, meu pai… são as pessoas que me deram apoio desde o começo. Cara, eu pareço um perdedor – brincou” LANDO NORRIS

 

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