O governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, concedeu um contrato de até US$ 500 milhões para a construção de um novo salão de baile na Casa Branca sem realizar processo de licitação pública. A informação foi divulgada nesta terça-feira (30) pelo jornal The Washington Post.

Segundo a reportagem, Trump participou diretamente das negociações, enquanto um escritório da própria Casa Branca conduziu a contratação por meio de um mecanismo que dispensa as regras federais de concorrência pública.
Contrato foi firmado sem licitação
De acordo com o The Washington Post, a Residência Executiva da Casa Branca assinou o contrato com a empresa Clark Construction, sediada no estado da Virgínia.
Esse escritório possui autorização para contratar determinados serviços sem seguir as normas aplicadas às demais agências federais. Por isso, a contratação não passou por um processo público de concorrência.
Além disso, o relatório citado pelo jornal indica que a empresa recebeu autorização para iniciar os trabalhos na Ala Leste da Casa Branca com margem de lucro inicial de 3%.
Trump participou das negociações
A reportagem afirma que Donald Trump acompanhou pessoalmente as negociações relacionadas ao projeto.
Segundo o jornal, o presidente esteve diretamente envolvido nas tratativas para viabilizar a construção do novo salão de baile.
Até o momento, a Casa Branca não divulgou informações adicionais sobre os detalhes da contratação mencionada pelo veículo norte-americano.
Obra deve terminar apenas em 2028
O próprio Trump anunciou anteriormente que a construção seguirá até setembro de 2028.
Na ocasião, o presidente afirmou que o novo salão será uma das maiores estruturas do tipo nos Estados Unidos e destacou que o país deveria possuir uma instalação semelhante à existente na China.
O projeto integra um conjunto de reformas planejadas para modernizar diferentes áreas da Casa Branca.
Projeto gera críticas
Desde o anúncio da obra, especialistas e setores da sociedade questionam o impacto da construção sobre o patrimônio histórico da residência oficial da Presidência norte-americana.
Além disso, o alto custo previsto para o empreendimento também tem provocado debates.
Em um primeiro momento, a estimativa apontava gastos menores. No entanto, Trump informou posteriormente que o valor da construção praticamente dobrou, alcançando cerca de US$ 400 milhões.
Reforma inclui mudanças estruturais
Para viabilizar o projeto, o governo determinou a demolição de uma ala da Casa Branca em outubro.
A decisão motivou ações judiciais que chegaram a suspender temporariamente as obras. Posteriormente, porém, o governo conseguiu reverter essas decisões e retomou o cronograma.
Segundo informações divulgadas anteriormente, o projeto prevê ainda a construção de uma estrutura subterrânea reforçada para ampliar a segurança do complexo presidencial.
Plano faz parte de projeto maior
A construção do salão de baile integra um amplo plano de revitalização urbana defendido por Donald Trump para Washington.
Entre as propostas anunciadas pelo governo estão a construção de um arco monumental de 76 metros, reformas na área do National Mall e melhorias no entorno do Lincoln Memorial.
Inicialmente, Trump afirmou que financiaria parte do salão de baile com recursos próprios e doações privadas. Depois, porém, solicitou ao Congresso cerca de US$ 1 bilhão em recursos públicos destinados a obras de segurança.
Entretanto, parlamentares republicanos rejeitaram esse pedido durante as negociações orçamentárias.
Enquanto isso, o projeto do salão de baile continua em execução e segue no centro das discussões sobre gastos públicos, preservação histórica e regras de contratação adotadas pelo governo norte-americano.












