Lojas Louis Vuitton e Apple são saqueadas durante manifestações contra o custo de vida na França

Policiais com escudos diante de manifestantes em uma rua da França

Foto de capa: Reprodução / AFP.

Mobilização de 17 de outubro reuniu estudantes, trabalhadores e sindicatos. Ataques a lojas e prédios públicos foram registrados em várias cidades.

Lojas da Louis Vuitton, em Lyon, e da Apple, em Lille, foram saqueadas durante a jornada de manifestações contra o custo de vida na França, no sábado, 17 de outubro. Os ataques ocorreram em meio a episódios de violência registrados à margem dos atos, que também reuniram participantes em passeatas pacíficas.

Os casos envolvendo as duas marcas foram relatados pelo jornal francês La Tribune, com referências à cobertura do LyonMag e do Le Monde. Outros estabelecimentos comerciais foram atingidos em Paris, Marselha, Nice e diversas cidades.

O que motivou as manifestações na França

O custo de vida e as condições dos serviços públicos estavam entre as principais reivindicações. A mobilização reuniu estudantes, trabalhadores, sindicalistas e participantes ligados ao movimento dos coletes amarelos.

Segundo balanço do Ministério do Interior citado pela AFP, 550 mil pessoas participaram dos atos. A central sindical CGT apresentou uma estimativa de 800 mil. Os números correspondem à mobilização de sábado.

Comércios e prédios públicos atingidos

Em Lyon, além da Louis Vuitton, o La Tribune informou ataques a The North Face, Jott e ao Monoprix da praça Antonin-Poncet. Em Lille, um Apple Store foi saqueado. Em Nice, o jornal citou estabelecimentos das redes JD Sports, Micromania e Decathlon.

A AFP registrou ataques contra supermercados, farmácias, lojas de roupas e de eletrônicos em diferentes cidades. Também relatou que o prédio histórico da prefeitura de Limoges foi amplamente destruído por um incêndio. Em Marselha e Lille, sedes municipais sofreram invasões ou depredações.

Fumaça e veículo em chamas durante manifestações na França
Incêndio em via pública durante as manifestações. Foto: Reprodução / AFP.

Resposta do governo e prejuízos

O presidente Emmanuel Macron afirmou que os responsáveis por vandalismo, ataques a repartições e saques serão processados e punidos, segundo a AFP. Na noite de sábado, o primeiro-ministro Sébastien Lecornu informou 1.200 detenções e 150 policiais feridos.

Esses números pertencem ao balanço divulgado naquele momento e podem mudar com novas atualizações. O custo total das mercadorias roubadas e dos danos aos estabelecimentos ainda não estava consolidado no relato do La Tribune.

A cobertura distingue os atos de reivindicação social dos grupos envolvidos nos ataques. As fotografias foram publicadas pela AFP na cobertura das manifestações.

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