Idosa de 91 anos começa a praticar jiu-jítsu com o neto e emociona nas redes sociais

Moradora do Rio Grande do Sul, Miguelina da Silva iniciou os treinos após orientação médica. Vídeo publicado pelo neto, que é faixa-preta, ultrapassou 450 mil visualizações.

Uma idosa de 91 anos começou a praticar jiu-jítsu com o próprio neto e chamou atenção nas redes sociais.Moradora de São Sepé, no Rio Grande do Sul, Miguelina da Silva iniciou os treinos em setembro, poucos dias antes de completar 91 anos. A decisão surgiu após uma orientação médica para incluir atividades físicas em sua rotina.

Com o incentivo do neto Stefano Corrêa, professor e faixa-preta de jiu-jítsu, Miguelina vestiu o kimono pela primeira vez e começou a aprender movimentos adaptados às suas condições físicas. Além disso, a experiência ganhou repercussão depois que Stefano compartilhou imagens do primeiro treino da avó.

Idosa de 91 anos começa no jiu-jítsu após orientação médica

Miguelina da Silva construiu uma trajetória marcada pelo trabalho desde a adolescência. Aos 14 anos, começou a trabalhar no plantio e na colheita de arroz, atividade que exerceu por mais de três décadas. Posteriormente, passou a trabalhar como empregada doméstica.

Apesar da rotina fisicamente exigente, a gaúcha nunca manteve uma prática esportiva regular. Entretanto, uma consulta médica de rotina mudou essa situação.

Após receber a recomendação de iniciar uma atividade física, Miguelina decidiu aceitar o convite do neto para experimentar o jiu-jítsu. Stefano, então, organizou um treinamento adaptado para permitir que a avó participasse das atividades com segurança.

A idosa já havia recusado a proposta anteriormente. Dessa vez, porém, resolveu experimentar a modalidade e demonstrou interesse em continuar.

— Depois do treino, cheguei em casa bem-disposta para fazer as minhas coisas — relatou Miguelina.

Vídeo de Miguelina treinando ultrapassa 450 mil visualizações

O primeiro treino de Miguelina também se transformou em um momento especial para Stefano Corrêa. O professor decidiu registrar a experiência e compartilhar as imagens nas redes sociais.

Inicialmente, o objetivo era incentivar outras pessoas a experimentar o jiu-jítsu, independentemente da idade. Entretanto, a publicação alcançou uma repercussão maior do que ele esperava.

O vídeo ultrapassou 450 mil visualizações e recebeu mais de mil comentários. Além disso, muitos internautas elogiaram a disposição da idosa e destacaram a importância de manter uma rotina ativa durante o envelhecimento.

A repercussão também chamou atenção para a relação entre avó e neto. Afinal, o treinamento representa não apenas uma atividade física, mas também uma oportunidade de convivência familiar.

Miguelina mantém rotina ativa e gosta de realizar tarefas domésticas

Mesmo aos 91 anos, Miguelina continua participando das atividades de casa. A idosa gosta de preparar alimentos, fazer doces e pães, além de realizar outras tarefas do cotidiano.

Segundo ela, manter-se ocupada faz parte de sua rotina e contribui para a sensação de bem-estar. Entretanto, as filhas e os netos demonstram preocupação com o esforço físico.

— Eu acho que tenho essa saúde porque gosto de fazer as coisas. Muitos querem que eu não faça nada, mas eu gosto de fazer doce, gosto de fazer pão, gosto de fazer tudo quanto é tipo de coisa. Minhas filhas se preocupam, mas eu me sinto bem — afirmou.

Agora, os treinos de jiu-jítsu começam a integrar suas atividades. A prática acontece de maneira adaptada, respeitando as condições físicas e as necessidades da nova aluna.

Além disso, a experiência mostra como uma atividade esportiva pode ser incorporada à rotina de pessoas mais velhas, desde que exista orientação adequada e respeito aos limites individuais.

Neto faixa-preta se emociona ao dividir tatame com a avó

Stefano Corrêa possui 14 anos de experiência no jiu-jítsu e atua como professor da modalidade. Ao longo da carreira, já trabalhou com alunos com mais de 70 anos.

Entretanto, ensinar a própria avó representou uma experiência diferente. Segundo ele, a oportunidade de compartilhar o tatame com Miguelina despertou um sentimento especial.

— Eu fiquei olhando os vídeos dela treinando e até me emocionei. São poucas pessoas que têm os avós, e quem dirá avós que treinam jiu-jítsu. Fiquei muito orgulhoso (…). O mais importante é nós estarmos juntos. Isso não tem preço que pague — declarou Stefano.

O professor também destacou o valor da convivência familiar durante os treinamentos. Para ele, a experiência vai além dos resultados esportivos e fortalece a relação entre as duas gerações.

Jiu-jítsu na terceira idade exige cuidados e adaptação

A história de Miguelina reforça a importância de considerar atividades físicas em diferentes fases da vida. Entretanto, esportes de combate exigem atenção especial quando praticados por pessoas idosas.

Por isso, a avaliação médica e o acompanhamento de profissionais qualificados são fundamentais. Além disso, os exercícios devem respeitar a mobilidade, o condicionamento e as limitações de cada participante.

No caso de Miguelina, o neto desenvolveu uma rotina adaptada para sua primeira experiência no tatame.

Com mais de 450 mil visualizações nas redes sociais, a história da idosa de 91 anos que começou a praticar jiu-jítsuganhou destaque pela disposição da aluna e pelo vínculo com o neto. Agora, Miguelina pretende continuar os treinamentos e manter a rotina ativa que acompanha sua trajetória de vida.

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