LinkedIn cria validação de experiência por colegas para enfrentar perfis falsos

Rede profissional também dará a empresas mais controle sobre contas que alegam trabalhar nelas.

O LinkedIn anunciou nesta quarta-feira (23) ferramentas para verificar informações profissionais e dificultar a atuação de contas falsas. Uma delas permitirá que colegas e ex-colegas confirmem a experiência de trabalho ou estudo declarada por um usuário. Além disso, administradores de páginas corporativas ganharão meios de remover vínculos indevidos entre perfis e empresas. Fonte: TechCrunch.

Confirmação não equivale a recomendação profissional

O novo mecanismo servirá para confirmar que duas pessoas trabalharam ou estudaram juntas no período informado. Portanto, ele não se confunde com o endosso de habilidades ou com uma avaliação da qualidade do trabalho de alguém. Para oferecer a confirmação, o usuário deverá ter perfil verificado, manter conexão com a outra pessoa há pelo menos um ano e usar autenticação em duas etapas. Essas exigências procuram reduzir confirmações feitas por contas recém-criadas ou comprometidas.

Segundo Oscar Rodriguez, vice-presidente de produto do LinkedIn ouvido pelo TechCrunch, a plataforma já registrou verificação de 115 milhões de pessoas e mais de 700 mil empresas. A nova função amplia esse conjunto de sinais em um momento de maior preocupação com identidades e currículos fabricados. Entretanto, a validação de um vínculo por um colega ainda deve ser entendida como uma indicação adicional, e não como comprovação independente de todos os dados publicados em um perfil. Fonte: TechCrunch.

Empresas poderão retirar associações indevidas

Administradores também poderão desvincular da página corporativa pessoas que afirmam, de forma indevida, trabalhar na organização. Nesse caso, a medida retira a ligação clicável com a empresa e a indicação de vínculo verificado, mas não reescreve o texto do perfil pessoal. Além disso, o LinkedIn testa a exigência de uma confirmação de emprego para novas associações com determinadas páginas, como uma verificação por e-mail corporativo. O próprio membro continuará responsável pelo conteúdo de seu currículo; as páginas, por sua vez, terão mais controle sobre o uso de sua identidade institucional. Fonte: TechCrunch.

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