Criminosos atravessaram coletivos em ruas de Cascadura e na Avenida Dom Hélder Câmara para dificultar a ação policial. Operação no Campinho e no Fubá também afetou unidades de saúde e levou ao cancelamento de aulas.
Criminosos tomaram 19 ônibus e usaram os veículos como barricadas na Zona Norte do Rio de Janeiro na manhã desta quarta-feira (26). A ação ocorreu durante uma operação da Polícia Militar nas comunidades do Campinho e do Fubá.
Segundo a PM, os agentes prenderam quatro homens durante a operação. Além disso, os policiais balearam um quinto suspeito durante o confronto e o levaram ao Hospital Estadual Carlos Chagas, onde ele ficou sob custódia. Outro homem sofreu uma parada cardíaca e morreu.
Enquanto a polícia atuava nas comunidades, criminosos atravessaram ônibus em diferentes vias para dificultar a movimentação das equipes. De acordo com o Rio Ônibus, os bloqueios atingiram as ruas Clarimundo de Melo e Ernani Cardoso, em Cascadura, além da Avenida Dom Hélder Câmara.
No entanto, as equipes conseguiram retirar todos os coletivos das vias. Às 12h30, segundo o Rio Ônibus, nenhum dos 19 ônibus permanecia nas barricadas.
Por que criminosos usaram ônibus como barricadas no Rio?
A Polícia Militar informou que equipes do 9º BPM (Rocha Miranda) e do 18º BPM (Jacarepaguá) iniciaram uma ação conjunta nas comunidades do Campinho e do Fubá.
Segundo a corporação, a operação busca combater grupos ligados ao crime organizado que atuam nessa região da Zona Norte.
Durante o avanço das equipes, homens armados entraram em confronto com os policiais. Em seguida, parte do grupo fugiu para uma área de mata.
Ao mesmo tempo, criminosos interceptaram ônibus e obrigaram os motoristas a atravessar os veículos nas ruas. Dessa forma, o grupo tentou criar obstáculos para dificultar a movimentação dos policiais.
Ao todo, os criminosos usaram 19 coletivos como barricadas. Apesar dos bloqueios, as forças de segurança conseguiram liberar as vias ainda durante a manhã.
Operação termina com quatro presos, um baleado e uma morte
Durante a operação, os policiais prenderam quatro homens.
Além disso, os agentes balearam um quinto suspeito durante o confronto. Logo depois, uma equipe levou o homem ao Hospital Estadual Carlos Chagas. Ele permaneceu sob custódia.
Outro homem, por sua vez, sofreu uma parada cardíaca e morreu, segundo a Polícia Militar.
Durante as buscas, os agentes também encontraram uma pistola, uma granada, um rádio comunicador, seis carregadores de fuzis, um carregador de pistola e drogas.
Até o momento, porém, a corporação não informou a quantidade nem o tipo das drogas encontradas.
Criminosos também tentam bloquear a Linha Amarela
Além das barricadas em Cascadura e na Avenida Dom Hélder Câmara, criminosos tentaram interromper o trânsito na Linha Amarela, segundo a PM.
Durante a ocorrência, um princípio de tumulto atingiu a região do Túnel da Covanca, em Água Santa.
Por isso, a Polícia Militar enviou equipes do Batalhão de Policiamento em Vias Expressas (BPVE) e das Rondas Especiais e Controle de Multidão (Recom) para o local.
Em seguida, a corporação reforçou o policiamento na via. Com isso, as equipes buscavam impedir novos bloqueios e garantir a circulação dos veículos.
Bloqueios provocam transtornos na Zona Norte
Enquanto a operação avançava, as barricadas afetaram importantes vias da Zona Norte.
Os criminosos posicionaram os ônibus em pontos de Cascadura e da Avenida Dom Hélder Câmara. Consequentemente, os bloqueios prejudicaram a circulação de motoristas e passageiros pela região.
Entretanto, as equipes retiraram gradualmente os coletivos das ruas. Segundo o Rio Ônibus, todos os 19 veículos já tinham deixado as barricadas às 12h30.
Depois da liberação das vias, a Polícia Militar manteve o policiamento reforçado para evitar novas tentativas de bloqueio.
Operação afeta unidades de saúde
Além dos problemas no trânsito, a insegurança também alterou o funcionamento de serviços de saúde.
Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, cinco unidades de Atenção Primária suspenderam suas atividades externas por causa da operação.
Três unidades que atendem Cascadura, Campinho e Praça Seca continuaram recebendo pacientes. No entanto, as equipes interromperam temporariamente as visitas domiciliares.
Da mesma forma, outras duas unidades localizadas nas regiões de Água Santa e Quintino suspenderam as atividades externas.
Assim, a Secretaria reduziu a circulação dos profissionais pelas áreas afetadas enquanto a operação policial continuava.
Faetec de Quintino cancela aulas
A insegurança também afetou a educação na região.
Por causa da operação, a Faetec de Quintino cancelou as aulas nesta quarta-feira.
Dessa maneira, os impactos ultrapassaram o trânsito e chegaram à rotina de estudantes, pacientes e profissionais que trabalham na Zona Norte.
Até o momento, não há informação sobre quando as unidades de saúde retomarão todas as atividades externas.
O que acontece agora?
Após a retirada dos ônibus, a Polícia Militar manteve equipes nas ruas para impedir novos bloqueios e reforçar a segurança.
Enquanto isso, a operação continua concentrada no combate a grupos criminosos que atuam nas comunidades do Campinho e do Fubá.
O episódio também evidencia como ações criminosas podem afetar rapidamente diferentes serviços da cidade. Além de tomarem 19 ônibus para formar barricadas, os criminosos tentaram bloquear a Linha Amarela, enquanto unidades de saúde reduziram suas atividades e uma instituição de ensino cancelou as aulas.
Agora, as autoridades devem continuar as ações na região e apurar as circunstâncias dos confrontos registrados durante a operação.






