Unesco aponta que o acesso desigual à internet ainda limita o uso pedagógico de ferramentas digitais.
Segundo a Unesco, apenas 40% das escolas primárias e 50% das escolas de primeiro ciclo secundário no mundo estão conectadas à internet. O retrato global ajuda a explicar por que a adoção de inteligência artificial na educação não depende só da disponibilidade de aplicativos.
Para produzir efeito em sala, a tecnologia precisa responder a um objetivo de aprendizagem e vir acompanhada de infraestrutura e formação docente. Sem essas condições, ferramentas digitais podem aprofundar diferenças entre estudantes. Os percentuais citados são globais e não representam a situação de todas as escolas brasileiras.
O problema vai além de instalar aplicativos
Uma escola precisa de conexão confiável, equipamentos utilizáveis e tempo de formação para que o recurso digital faça sentido no planejamento. A escolha da ferramenta deve partir da atividade proposta pelo professor: leitura, produção, pesquisa ou avaliação, por exemplo. Também é preciso prever alternativas para estudantes sem acesso regular fora da sala.
Como avaliar a experiência
O uso de tecnologia pode ser observado pela participação e pela aprendizagem dos alunos, não pela quantidade de plataformas adotadas. Segurança de dados, acessibilidade e adequação à idade também entram na decisão. Os percentuais globais da Unesco dão contexto ao debate, mas a realidade de cada rede deve ser verificada com dados locais.
Fonte: www.unesco.org.