Vacinação contra HPV em escola de Ceilândia (DF). Foto de arquivo: Marcelo Camargo/Agência Brasil.
As primeiras consultas por lesões pré-cancerígenas de alto grau no colo do útero caíram quase 78% entre adolescentes de 15 a 19 anos no SUS. O resultado aparece em estudo sobre a vacinação contra HPV, destacado nesta segunda-feira (19) pela Agência Brasil.
Os registros passaram de 603 atendimentos em 2015 para 136 em 2023. Além disso, a taxa por 100 mil adolescentes recuou de 7,1 para 1,8 no período. Portanto, os números tratam de consultas por lesões precursoras, e não de diagnósticos de câncer.
Estudo analisa vacinação contra HPV no SUS
A pesquisa, publicada na Human Vaccines & Immunotherapeutics, analisou primeiras consultas ambulatoriais entre 2011 e 2023. Para isso, os autores investigaram a associação entre a entrada da vacina no programa nacional, em 2014, e mudanças nos atendimentos.
Já as consultas por outras infecções sexualmente transmissíveis cresceram entre adolescentes. Assim, essa comparação reforça a interpretação de um efeito relacionado à vacinação. Entretanto, o estudo usa dados populacionais e não mede a proteção individual de cada pessoa vacinada.
Prevenção combina vacina e acompanhamento
Segundo o Instituto Butantan, o esquema de rotina para meninas e meninos de 9 a 14 anos é de dose única. Com isso, a estratégia busca ampliar a cobertura e proteger antes da exposição ao vírus.
Por isso, a vacinação deve caminhar com o rastreamento e o tratamento das lesões quando indicados. Os pesquisadores ressaltam que manter o avanço exige altas coberturas vacinais e alcançar jovens que ficaram sem a imunização.






