Hospital de Campanha Brasileiro na Venezuela pode receber reconhecimento da ONU após terremoto

Estrutura instalada em La Guaira prestou atendimento às vítimas do terremoto que deixou mais de 6 mil mortos. Itamaraty pediu à ONU a classificação de nível 2 para a unidade brasileira.

O Hospital de Campanha Brasileiro instalado na Venezuela pode receber a classificação de nível 2 de excelência da Organização das Nações Unidas (ONU) após a atuação de profissionais brasileiros no atendimento às vítimas do terremoto que atingiu o país em junho.

O Ministério das Relações Exteriores (MRE) confirmou a informação nesta sexta-feira (28), durante o II Seminário Internacional de Operações Humanitárias e Resposta a Desastres, realizado na Ilha do Governador, no Rio de Janeiro.

Segundo as informações divulgadas, o próprio Itamaraty solicitou o reconhecimento. No entanto, a ONU ainda precisa analisar e responder ao pedido. Portanto, a unidade brasileira ainda não recebeu oficialmente a classificação.

O nível 2 indica que um hospital de campanha atende aos padrões estabelecidos pelas Nações Unidas para oferecer serviços de saúde em situações de emergência. Assim, o eventual reconhecimento destacaria a capacidade brasileira de atuar em grandes operações humanitárias internacionais.

Brasil aguarda decisão da ONU sobre hospital de campanha

O Ministério das Relações Exteriores encaminhou à ONU o pedido para reconhecer o Hospital de Campanha Brasileiro na Venezuela como uma estrutura de nível 2.

Agora, o governo brasileiro aguarda a avaliação das Nações Unidas.

A classificação considera a capacidade da unidade de oferecer atendimento médico em cenários de emergência e desastre. Dessa forma, o reconhecimento colocaria a estrutura dentro dos padrões internacionais estabelecidos pela organização para esse tipo de operação.

Durante o seminário desta sexta-feira, os participantes também poderão conhecer a estrutura e entender a dinâmica de funcionamento do hospital que o Brasil instalou em La Guaira, após o terremoto.

Hospital brasileiro contou com 30 leitos e capacidade cirúrgica

O Brasil montou a estrutura para ampliar a assistência às vítimas da tragédia na Venezuela.

O hospital contou com 30 leitos, além de capacidade para realizar procedimentos cirúrgicos e prestar atendimento emergencial. A estrutura também ofereceu um módulo infantil e preparação para situações envolvendo pandemias.

Com isso, as equipes brasileiras conseguiram oferecer diferentes níveis de assistência em uma região atingida por um desastre de grandes proporções.

Além da estrutura hospitalar, o Brasil enviou profissionais, medicamentos, vacinas e outros insumos para apoiar a resposta venezuelana.

Durante a operação, a embaixadora Glivânia Maria de Oliveira destacou a mobilização brasileira diante da emergência.

“Estamos lidando com uma emergência, uma tragédia humanitária. O Brasil está atento a essas várias frentes e mobilizado para responder às necessidades que surgem a cada momento.”

Terremotos deixaram mais de 6 mil mortos na Venezuela

Em junho, dois fortes terremotos atingiram a costa norte da Venezuela. De acordo com as informações apresentadas, os abalos ficaram entre os maiores registrados no país em mais de um século.

A tragédia deixou mais de 6 mil mortos. Entre as vítimas estavam dois brasileiros.

Diante da dimensão do desastre, o Brasil mobilizou uma operação de ajuda humanitária para apoiar o país vizinho. Além disso, diferentes órgãos participaram do envio de profissionais e suprimentos.

A resposta brasileira incluiu justamente a instalação do hospital de campanha que agora pode receber o reconhecimento da ONU.

FAB enviou quatro aviões com ajuda humanitária

Como parte da operação, o Brasil enviou quatro aviões da Força Aérea Brasileira (FAB) com mantimentos e equipamentos destinados à assistência das vítimas.

Além disso, o país encaminhou mais de 100 purificadores de água e 12,5 toneladas de medicamentos, vacinas e insumos de saúde.

Ao todo, a operação também mobilizou profissionais brasileiros para atuar diretamente na Venezuela. Dessa maneira, a ajuda combinou assistência médica, logística e fornecimento de recursos essenciais para as regiões afetadas.

O hospital de campanha, por sua vez, tornou-se uma das principais estruturas da resposta brasileira no território venezuelano.

Seminário no Rio discute resposta brasileira a desastres

A experiência na Venezuela também ganhou espaço no II Seminário Internacional de Operações Humanitárias e Resposta a Desastres, realizado nesta sexta-feira no Rio de Janeiro.

O encontro busca discutir formas de aprimorar a capacidade brasileira de resposta a desastres terrestres. Ao mesmo tempo, o evento pretende fortalecer estratégias para futuras operações humanitárias.

Nesse contexto, os participantes podem conhecer detalhes da estrutura utilizada pelo Brasil na Venezuela e de sua dinâmica operacional.

Assim, a experiência adquirida durante a resposta ao terremoto pode contribuir para o planejamento de outras missões em cenários de emergência.

Reconhecimento ainda depende da avaliação das Nações Unidas

Embora o hospital brasileiro tenha atuado durante a emergência venezuelana, o reconhecimento de nível 2 ainda não está confirmado.

O Ministério das Relações Exteriores apresentou o pedido, mas aguarda a decisão da ONU. Por isso, o governo brasileiro ainda não trata a classificação como concluída.

Caso as Nações Unidas aprovem a solicitação, o reconhecimento indicará que o Hospital de Campanha Brasileirocumpre os padrões internacionais estabelecidos para a prestação de assistência médica em situações de emergência.

Além disso, a classificação poderá reforçar a experiência brasileira em operações internacionais de resposta a desastres.

A missão na Venezuela mobilizou aeronaves, profissionais de saúde, equipamentos, medicamentos e uma estrutura hospitalar com capacidade cirúrgica. Agora, o Hospital de Campanha Brasileiro na Venezuela aguarda a avaliação da ONU após sua atuação no atendimento às vítimas do terremoto.

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